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Os desafios de comunicação e interatividade entre as diferentes gerações (X, Y, Z), protagonizados pelos avanços da tecnologia, merecem uma especial atenção das organizações.  A TI – Tecnologia da Informação é hoje o mais importante instrumento de facilitação e expansão de negócios, entretanto pode representar um abismo entre profissionais de diferentes faixas etárias pela ausência de um propósito comum entre eles.

A realidade da democratização do conhecimento, somada a diversidade de aplicativos disponíveis ao atendimento de demandas, além da multiplicidade de serviços oferecidos via internet e redes sociais, representam a distância de visão e de práticas adotadas entre os profissionais de diferentes gerações. Sem contar o fato da tecnologia permitir bases remotas de trabalho que destacam a política interna da meritocracia via indicadores de resultados, possibilitando a ascensão rápida de colaboradores jovens, muitas vezes a frente de equipes com profissionais mais experientes e com maior tempo na empresa.

Parece assustador para gestores sêniores que resistem a evolução, lidar com jovens hiperativos, educados com aparatos tecnológicos desde a tenra idade. Os anseios pessoais destes, estão em mares nunca antes navegados, até porque os cenários domésticos e organizacionais sofreram profundas transformações na última década e tudo indica que isso será ainda mais significativo nos próximos anos.

É de responsabilidade das organizações investir em programas de sensibilização para alinhar o público interno em único propósito – missão, viabilizando a soma de competências e experiências, construindo pontes de relacionamento para as diferentes gerações atuantes. Todos são relevantes na construção de caminhos para a sustentabilidade dos negócios das empresas.

Valorizar a vivência e a percepção dos sêniores, a capacidade multidisciplinar, a hiperatividade e a criatividade dos mais jovens, expressa a capacidade inteligente disponível para o sucesso das organizações. Afinal, como se sabe, nenhuma organização é derrotada apenas por mérito de concorrentes e sim, pela própria incapacidade de utilizar o potencial inteligente de seus colaboradores.

Assim, a efetividade do processo de comunicação e relacionamento de colaboradores, aparece como uma grande força ofensiva das organizações perante os desafios da competitividade. Diante de todo o aparato tecnológico, o que faz a diferença é a confiança instalada entre colegas de trabalho.

A confiança é subjetiva, mas os resultados da sua presença são evidentes no clima da organização e na superação das metas projetadas. É uma moeda intangível de significativo valor na “saúde” organizacional, justificando uma melhor preparação de gestores para o exercício da liderança.

Os líderes respondem pelo nível de confiança existente nas organizações, equivalente ao comportamento autêntico de intenções transparentes compartilhadas com os liderados. A efetividade da comunicação do líder determina a qualidade do relacionamento da equipe e o consequente empenho das competências instaladas. Ele orienta a utilização das tecnologias disponíveis e a seleção das informações relevantes ao propósito comum.

Preparar gestores para o exercício da liderança, hoje é fundamental e trata especialmente do desenvolvimento de habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal,  combinadas com as facilidades das tecnologias afins. Mais do que nunca, o relacionamento produtivo entre as diferentes gerações tem destaque como fator de sucesso das organizações.

“O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento”. John Kennedy

Sou professora, consultora, escritora, doutora em Administração de Negócios, graduada em Administração de Empresas, com Especialização e Mestrado em Gestão de Pessoas. Tenho como meu maior compromisso profissional, a educação corporativa. Trabalho construindo programas de capacitação de pessoas para empresas e instituições de ensino. Os aeroportos e hotéis são meus escritórios de apoio... Meu lema é “Amar o Saber para Saber Amar”.