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Muitos alunos me procuram para desabafar sobre a dura realidade que enfrentam todos os dias nas empresas em que trabalham. As reclamações giram em torno da falta de companheirismo e cooperação dos colegas de outros setores, como se fosse um campeonato, no qual cada gestor com sua equipe buscasse de forma acirrada o prêmio de destaque.

Realmente, os desafios das organizações cresceram muito nos últimos anos, não bastasse a grande competitividade pela sustentabilidade dos negócios, internamente existe o empasse pela quebra de paradigmas, remanescentes do incentivo da autocracia pelo canibalismo interpessoal. Passar por cima dos colegas em atitude de extrema ambição era comum. Entretanto, em nosso atual cenário convulsivo social, político e econômico, no qual tudo está em processo de reavaliação e ressignificação, parece incoerente e desprezível as atitudes que não comunguem por um bem comum.

Tanto a sociedade, como as organizações, e porque não dizer também as famílias carecem de cooperação. Interessante observar que todos nós queremos a mesma coisa, várias pesquisas apontam que as pessoas de diferentes culturas buscam a felicidade, traduzida como desfrutar de saúde e amor com entes queridos.

Nesse sentido, a vida torna-se uma maravilhosa experiência de conquista cooperativa, pois existe um denominador comum entre todos, com um norteador único: o sucesso coletivo.

Fico intrigada pensando como seria o mundo amanhã se cada um de nós acordasse definindo ser cooperativo, do tipo: “Só por hoje vou cooperar, contribuindo com os meus colegas de trabalho animado pela experiência de revelar meu potencial de atuação.”

Afinal, como é possível dentro de uma mesma organização, pensar em um futuro de sucesso com setores competindo entre si, inconscientes da realidade coletiva?

A lógica sempre será a mesma: os mais fortes (público interno unido) terão melhores oportunidades e resultados, do que aqueles que estacionaram no século passado da competição predatória.

A evolução chegou com uma infindável quantidade de informações e  conhecimentos, mas pelo visto, está difícil transformar tudo isso em uma nova forma de atuação, capaz de alinhar discursos com as práticas.

As gerações mais novas parecem ter uma maior compreensão da exigência de cooperação, por isso relacionam-se em redes colaborativas para trocar idéias, fazer compras, viajar e ajustar expectativas com a própria realidade. Conectam-se sem melindres com semelhantes em diferentes partes do mundo para compartilhar interesses, alojamentos e bens. Eles mostram que o estilo de vida cooperativo é o tom que harmonizará os relacionamentos e os negócios no futuro.

Como as organizações estão se preparando? E como os líderes sênior estão compreendendo as mudanças? Vale  lembrar o empenho individual para melhorar a realidade coletiva e por isso, lanço aqui como desafio: vamos experimentar a cooperação?

Desejo que amanhã o resultado desta experiência amplie o nosso vigor de humanidade e realização!!!

Sou professora, consultora, escritora, doutora em Administração de Negócios, graduada em Administração de Empresas, com Especialização e Mestrado em Gestão de Pessoas. Tenho como meu maior compromisso profissional, a educação corporativa. Trabalho construindo programas de capacitação de pessoas para empresas e instituições de ensino. Os aeroportos e hotéis são meus escritórios de apoio... Meu lema é “Amar o Saber para Saber Amar”.